ESPAÇO PQ?

Iniciativas que reaproveitam espaços nas cidades

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7 de novembro de 2014

Só o amor salvará o último cine drive-in

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Que tal um cineminha?
Quem não gosta de um filminho, não é mesmo?

Melhor ainda é quando a gente sai da rotina e vai ao Cine Drive-in, um lugar que desperta paixões. 



por Daniela Pinheiro

Primeiro, compra-se a entrada: 14 reais por uma inteira e outros 7 para a acompanhante. Depois, ouvem-se as instruções da bilheteira: "Se quiser lanche, deixe o farolete ligado no baixo. Se estiver em perigo, ligue o pisca-pisca. Se for embora no meio, não acenda o farol." Os espectadores assentem e recebem uma folha xerocada, na qual se apresenta, de um lado, o cardápio de bebidas (garrafa de vinho tinto, 18 reais), petiscos (hot dog completo, c/ milho, queijo e batata palha, 4 reais) e ofertas de ocasião (promoção pipoca: 1 lata de refrigerante?+ 1 pipoca, 5 reais). Virando o lado, a confirmação de que se está no lugar certo: "O maior cinema ao ar livre do país!"

Dali a cinco minutos, começaria mais uma sessão do drive-in de Brasília, último remanescente brasileiro de um modo de ir ao cinema que já fez a alegria de gerações?- as de então e as que viriam a nascer, pois muita gente não existiria não fosse uma sessãozinha romântica no desconforto do banco de trás. Com capacidade para 500 carros e localizado dentro da área do autódromo, no coração da capital federal, o drive-in de Brasília resiste ao tempo (mau ou bom), às salas de shopping e às privações impostas pelo bom-tom politicamente correto.

O drive-in é o éden dos gordinhos, que podem se espalhar sem culpa pelas poltronas do carro. É a solução para fumantes, que simplesmente abrem as janelas para baforar ao relento. É o sossego das velhinhas, especialistas em comentar cada cena do filme oitavas acima do que convém nas salas tradicionais. É a redenção dos despojados, que podem aparecer de pantufas e pijamas. É a Arcádia dos modernos aflitinhos, que podem se pendurar à vontade nos seus inúmeros celulares. E é, sobretudo, o ninho das urgências de todos os apaixonados?- oficiais ou não. (Ainda não inventaram nada mais propício a uma discreta pulada de cerca, nem a preços tão honestos.)

Numa quinta-feira de junho, assistia-se a Chico Xavier no telão de concreto de 312 metros quadrados. Imagem nos trinques, graças a um equipamento que não faria feio em nenhum lugar do mundo. Quanto ao som, o progresso decerto fez cair o queixo de quem esperava aqueles alto-falantes abafados que, no passado, eram presos ao vidro do automóvel. Nada disso, senhores, vejam só: o antigo sistema foi substituído pela sintonia fina. Os interessados no que Chico Xavier tinha a dizer sobre este e o outro mundo precisavam apenas ajustar o dial na frequência modulada 88,7.

A projeção começou exatamente às 20 horas, com uma plateia composta por quatro veículos estacionados no mínimo a 100 metros um do outro (não por determinação da bilheteira). Num carro vermelho, um casal mantinha as janelas abertas. Fumavam, ouviam música de discoteca em alto e bom som e aproveitavam para se conhecer melhor: "Mas você nunca foi para Pirenópolis? Não acredito!", espantava-se, compreensivelmente, a mulher. Mais longe, via-se um táxi branco. Ao volante, um senhor na casa dos 60 anos; do lado, um rapaz na faixa dos 30.

Em outro canto, um utilitário prateado ligou o farolete. O casal cinquentão estava com fome. Passados uns minutos, surgiu no escuro a garçonete, que também acumula as funções de bilheteira, projecionista e cozinheira. O quarto carro estacionara tão no além, que dava vontade de apostar dez promoções de pipoca + refrigerante: seus ocupantes não estavam enxergando uma letra dos créditos de abertura. Tinham mais o que fazer.

Desde 1997, a piauiense Marisa Ferreira é a faz-tudo do cinema. Ela diz que adora: "É um trabalho muito bom. Estou sempre vendo os filmes da moda, não tem problema de segurança e os clientes me tratam muito bem." Com os braços transbordando de latas de refrigerante, Marisa concordou que o movimento estava fraco. "Mas semana que vem, Dia dos Namorados, isso aqui lota!"

O primeiro cinema drive-in de que se tem notícia foi inaugurado em Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 1933. Sete anos depois, havia 1 500 em todo país. No Brasil, na década de 70, a maioria das capitais tinha o seu. O de Brasília foi fundado em 1973. Um grupo de engenheiros cariocas obteve licença do governo do Distrito Federal para explorar a imensa área.

Foi quando o pai da atual proprietária, a nutricionista Marta Fagundes, de 50 anos, entrou no negócio: "Ele gerenciava tudo e eu o ajudava. Minha ligação com o drive-in começou aí." Até o início dos anos 80, o empreendimento era um sucesso. Famílias se reuniam nos domingos à noite, com crianças enroladas no cobertor para assistir aos lançamentos infantis. Durante a semana, jovens casais trocavam carinhos à luz tremulante das fitas mais modernas da época.

"Naquele momento, havia doze salas de cinema em Brasília. Hoje são setenta. É difícil sobreviver", diz Marta. Em 1988, os prejuízos haviam se acumulado tanto que foi preciso fechar as portas. No ano seguinte, Marta juntou suas economias e entrou numa licitação para assumir o negócio. Venceu.

Em 1995, o ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet arrendou o autódromo, em cujo terreno o drive-in está instalado, e Marta passou a se reportar a ele. A parceria durou dez anos, mas o descaso com o espaço de projeção era evidente. Piquet acabaria se afastando, e Marta ficou ainda mais desamparada. Hoje o drive-in se encontra numa zona pantanosa do código comercial. O governo do Distrito Federal não renovou o contrato dela, mas também não lançou outro edital.

"Essa política de Brasília está um caos", lamenta Marta. "Esqueceram de mim. O cinema se paga, mas eu só sobrevivo porque tenho outra fonte de renda." As sessões infantis, aos sábados e domingos, ainda estão cheias de crianças, mas durante a semana o movimento não passa de dez carros. "Há essa impressão errada de que aqui é um lugar 'para namorar'. Ligam direto para perguntar se tem cama, se o filme que vai passar é picante... Não sei o que eles pensam..." Por amor ao ofício, talvez, Marta passa ao largo do fato sabido e consabido de que boa parte da humanidade não pensa necessariamente em cinema quando o assunto é drive-in.

Naquela quinta-feira, mais onze carros entraram durante o filme. Dois permaneceram menos de meia hora. Três estacionaram de costas para a tela. Marisa, a bilheteira-projecionista-cozinheira-e-garçonete, serviu batatas fritas, nuggets e Coca-Cola para o casal do carro prateado. Ninguém mais a chamou. Felizmente, confirmaram-se suas previsões para o 12 de junho. Com mais de 60 veículos pagantes, o Dia dos Namorados bateu o recorde de ocupação dos últimos meses. Foi uma sessão de gala, provando que o drive-in continua a honrar sua mais cara tradição.

Para saber mais sobre o cine acesse o link: http://www.cinedrivein.com/fotos.html
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13 de outubro de 2014

CCBB promove shows para homenagear centenário

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Música é vida. Quem não curte um showzinho no final de semana?

Nos embalos de outubro, o Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB, de Brasília, promove uma série de shows para celebrar o centenário de Dorival Caymmi, ícone da música brasileira. Os shows são compostos por releituras de suas canções e acontecerão entre os dias 11 e 26.


Quer saber mais? Confira a matéria abaixo com a programação completa.



CCBB homenageia centenário de Caymmi com série de apresentações


Do UOL, em Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil comemora o centenário de Dorival Caymmi com uma série de apresentações e homenagens ao artista baiano no mês de outubro. Entre os dias 11 e 26, o espaço receberá diversos shows. com apresentações às 21h mas quintas e sábados, e às 20h no domingo.
Os ingressos custam R$10 (inteira) e R$ 5 (meia) e estão à venda na bilheteria do CCBB e também pelo siteingressomais.com.
Neste final de semana, se apresenta Teresa Cristina e João Cavalcanti. A festividade conta ainda com as participações de Bem Gil, Moreno Veloso, Stella Caymmi, neta de Dorival, entre outros.
Centenário de Dorival Caymmi é celebrado com releituras de suas canções

Programação:
11 e 12/10 - sábado e domingo
Programa 1: Requebre que eu dou um doce
Elenco: Teresa Cristina e João Cavalcanti
As mulheres de Caymmi – as reais, as personagens e as divinas
18 e 19/10 - sábado e domingo
Programa 2: Acontece que eu sou baiano
Elenco: Jussara Silveira e Moreno Veloso
Canções sobre a Bahia, suas tradições e encantos
23 e 24/10 - quinta e sexta-feira
Programa 3: Quem vem pra beira do mar
Elenco: Camila Costa e Bem Gil
Canções praieiras – O mar e suas histórias
25 e 26/10 - sábado e domingo
Programa 4: Acalanto
Elenco: Alice Caymmi e Danilo Caymmi
Canções de Caymmi
Serviço
Caymmi, Quando Se Canta Todo Mundo Bole
Quando
: entre 11 e 26 de outubro
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (SCES trecho 02, lote 22)
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
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7 de outubro de 2014

Dois exemplos da importância dos espaços públicos no DF

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Bom dia, leitores.

Na correria do cotidiano, raramente os brasilienses encontram tempo para apreciar a beleza de sua cidade.

Um olhar contemplativo e atento pode transformar a nossa cidade em uma galeria viva de arte. Melhor ainda é quando a gente dá um jeitinho para visitar lugares simples e lindos.

Hoje vamos trazer dois exemplos desses lugares, que com a iniciativa de seus próprios frequentadores, conservam suas histórias e belezas, proporcionando aos visitantes momentos de lazer e tranquilidade.



Confiram na matéria do Correio Braziliense:


No processo de ocupação de espaços públicos no Distrito Federal para lazer da população, as praças tomam parte importante. Sejam elas para grandes eventos, como a dos Três Poderes, ou aquelas pequenas, localizadas em um bairro, e que servem para pequenas comunidades. São essas que podem surpreender como palco de histórias e características únicas. Assim é com a Praça da República. Em verdade, o espaço não tem nome oficial, mas está lá, logo na entrada do Cruzeiro Velho, próximo ao Centro Cultural Rubem Valentim. Para quem frequenta, um refresco ante a selva de pedra que aquela região se transformou. O parquinho, os bancos, as árvores e até um palco para pequenas apresentações estão presentes. Há ainda, ao redor da praça, uma biblioteca, uma igreja e uma creche.

Reprodução: Correio Braziliense

Modelo

O pequeno parque que enfeita a área residencial da 308 Sul, obra do arquiteto e urbanista Burle Marx, cresce aos olhos com o espelho d'água que faz parte dele. A relevância é tanta que, quando algum morador diz que vai passear na praça embaixo do bloco, refere-se a ela como o “laguinho” e não “a pracinha”. Por essas e outras, nunca ninguém se preocupou em dar outro nome ao espaço, que permanece batizado pela alcunha popular recebida nos anos de 1960.
É em volta deste laguinho que os moradores mais velhos da região tomam sol de manhã, que a garotada se reúne para conversar e que alguns turistas bem informados posam para fotos. O motivo de tanta procura é simples: não existe outro cenário assim na cidade. Para o prefeito da quadra, Edmilson Magalhães Filho, o Edinho, tudo se deve ao com estado de conservação do espelho d'água, que consome R$ 15 de cada apartamento da 308. “Cada síndico é o responsável pela arrecadação do bloco”, afirma. Mas tem gente que atua como voluntário. É o caso do aposentado Carlos Alberto Macedo, 81. Ele toma para si, diariamente, a responsabilidade de cuidar das carpas. “Fazendo isto, não é necessário contratar alguém para realizar o serviço”, explica. E ainda é uma forma útil de passar o tempo. “Sou aposentado e gosto de ter esse compromisso.”


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1 de outubro de 2014

Parque da Cidade espera por melhorias

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Bom dia, caros leitores.

Apresentamos ao longo da semana soluções e ideias inovadoras, que transformaram os espaços abandonados e públicos em locais de arte e cultura.
Porém, o processo inverso deve ser denunciado pelo nosso blog, isto é, espaços de cultura e lazer que são abandonados pelo descaso do poder público.
Infelizmente, um de nossos maiores cartões postais; considerado o “pulmão” de Brasília, o Parque da Cidade Sarah Kubitschek, é um exemplo do significado desse problema.
Não é de hoje que esse lugar precisa de reparos, como mostra a reportagem do Jornal Metro de Brasília. Confiram:


Revitalização. Apenas três das oito obras de recuperação da área de lazer que foram anunciadas em julho de 2013 estão iniciadas.
                Anunciada em julho, do ano passado pelo GDF, a ambiciosa recuperação das áreas de lazer do Parque da Cidade caminha a passos lentos. Das oito intervenções prometidas (veja lista abaixo) apenas três começaram a ser feitas. As outras cinco não foram sequer licitadas.

Projeto Parado

Praça das Fontes completamente abandonado
                A praça das Fontes – espaço de 5,1 mil metros quadrados projetado por Burle Marx para ser o coração do Parque da Cidade, é uma das promessas que continuam estacionadas. Apensar de ter um projeto de revitalização pronto desde o governo de José Roberto Arruda, a recuperação continua na fase de promessa.
           As reformas do Ana Lídia e do Castelinho e também a construção de duas áreas para diversão infantil na área das churrasqueiras ainda não foram iniciadas, mas, pelo menos, o governo começou os trâmites para executá-las. De acordo com a Secretaria de obras, que assume a coordenação do pacote de melhorias para o parque, os projetos das áreas de lazer infantis estão prontos e, agora, os preços estão sendo cotados para que os editais sejam lançados.

Dificuldades burocráticas

                  A pasta atribui a dificuldades burocráticas o fato de as obras não terem sido iniciadas, mas garante que o programa de recuperação do Parque da Cidade está mantido.
               Quando a revitalização foi anunciada, o governo estimou que até julho de 2014 todas as obras estariam concluídas, o custo previsto dos investimentos era de R$ 25 milhões.
              Entre as melhorias propostas, três estão sendo executadas. A troca dos alambrados que isolam o parque da rua começou em maio ao custo de R$ 408 mil. O novo acesso ao parque na altura das quadras 912/913 tem conclusão prevista para os próximos 45 dias.

Pista de caminhada

                Já a nova pista de caminhada, que promete acabar com a disputa entre pedestres, ciclistas, skatistas e patinadores, foi iniciada na semana passada. A via de 11 km de extensão será exclusiva para pedestres e tem conclusão programada para daqui a seis meses. A intervenção custará R$ 7,7 milhões aos cofres públicos.

Pedestres e ciclistas dividem espaço

 As promessas

  1. Pista de caminhada: deve ser entregue em seis meses. Valor de R$ 7,7 milhões.
  2. Acesso na altura da 912/913 Sul: será entregue em 44 dias. Valor de R$ 777,3 mil
  3. Reforma do Alambrado: conclusão prevista para daqui a 44 dias. Valor de R$ 408 mil
  4. Praça das Fontes: ainda não há valor estimado
  5. Reforma do Ana Lídia: projeto está em fase de cotação de preços.
  6. Reforma do Castelinho: projeto em fase de cotação de preços
  7. Parque 1 na área das churrasqueiras: projeto em cotação de preços.
  8. Parque 2 na área das churrasqueiras: projeto em cotação de preços.


               O que acham disso leitores? Esperamos ansiosamente que o Governo do Distrito Federal cumpra sua promessa e nós entregue um parque digno de sua história, digno de seus cidadãos.



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