ESPAÇO PQ?

Iniciativas que reaproveitam espaços nas cidades

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24 de novembro de 2014

Grande Reportagem: O Sobrevivente Cine Drive-in

Com 2 Comentarios

O Cinema que resiste ao tempo ainda encanta gerações com longas a céu aberto

Tudo começa em um carro.
Primeiro as luzes se acendem. É possível ver as estrelas do céu junto com o espetáculo das cenas. O som de abertura ecoa através do rádio do carro. Dois é perfeito e três já é demais, fica desconfortável. Para os amantes dos telões, essa é uma opção para quem gosta de privacidade. Alguns o utilizam para desfrutar do prazer de acompanhar vidas fictícias que sempre (ou quase) terminam com um final feliz. Mas há quem afirme que, devido à tamanha privacidade, alguns se aproveitam para desfrutar de paixões mais carnais.
Desde sua criação, o Cine Drive-in tem despertado paixões em diferentes gerações. A comodidade, o conforto e a acessibilidade são pontos positivos que conquistam um público fiel.
O primeiro Cine Drive-in surgiu em 1933 por causa da reclamação dos acentos pequenos dos Palaces (como os cinemas eram chamados naquela época), feita pela mãe de Richard Hollingshead. E foi então que ele patenteou em New Jersey o primeiro cinema do tipo no mundo. A estreia contou com 600 pagantes, que desembolsaram US$ 0,25 cada um para conferir a novidade. O filme exibido foi uma comédia britânica chamada "Wives Beware".
Já existiram mais de 40 mil só nos EUA, porém hoje restam apenas 370 e somente um no Brasil. O último Cine Drive-in da América latina está localizado no autódromo de Brasília, no coração do país. É a última célula viva para contar a história dos telões brasileiros vistos a partir do interior de um carro.  

Sustentado pelo amor

É da força de vontade de sua proprietária que o cinema se mantém vivo

O Cine Drive-in de Brasília sobrevive pela paixão. Não dos frequentadores assíduos, mas da mulher que passou de bilheteira a dona no decorrer de 40 anos de história. Marta Fagundes, 50 anos, é o nome dela. E sua história de vida se funde e se completa com a história do último Cine Drive-in ainda ativo na America Latina.
Em 1973 nascia, por Paulo Figueiredo – filho do último presidente antes da queda do regime militar, o general João Figueiredo (1979-1985) – o Cine de Brasília. O pai de Marta Fagundes também era militar e foi convidado a gerenciar o local. Um ano depois, a futura proprietária do espaço começou a trabalhar como bilheteira, depois gerente, até se tornar dona ao comprar o cinema e construir uma empresa em 1989. A partir dai, a história entre proprietária e cinema tornou-se uma mescla de amor e negócios. "Eu tenho uma história de vida aqui dentro, poderia dizer que é uma paixão, mas ao mesmo tempo é um negócio. A gente tem de encarar como um negócio, porque você não vive de paixão", afirma Marta.
Histórias são muitas. De romances à bizarrices. Em uma revelação exclusiva, a proprietária contou que um policial civil ingressava com "carteiradas" (uso do distintivo para entrar em locais sem pagar entrada), sempre sozinho. Entrava com um carro de vidro escuro, e logo deixava claro sua intenção: ele era um voyeur. "Ele parava, descia do carro e ficava observando o que as pessoas estavam fazendo", revela a proprietária. Em outra situação, um homem entrou nas dependências do cinema com outra pessoa dentro do porta-malas, para não pagar a segunda entrada.  
Lugares escuros e com segurança chamam a atenção daqueles que procuram um espaço para curtir um momento íntimo. A intenção inicial pode ser assistir aos filmes, mas alguns não resistem à tentação da liberdade que o espaço oferece. “Eu comecei a frequentar primeiramente para assistir os filmes, mas depois eu comecei a explorar alternativas”, conta Daniel, um cliente assumidamente assíduo. Daniel Auler, 22, um jovem como tantos outros, tem uma vida de aventuras e descoberta de novas sensações que talvez somente a juventude possa proporcionar. Descobriu o Cine Drive-in como alternativa para fugir da rotina. Ele não esconde o porquê da sua preferência pelo Cine Drive-in: “O cinema sempre me dava aquela angústia, ansiedade de às vezes falar assim: pô, o filme tá chato, vamos fazer outra coisa? E aí o Cine Drive-in te dá essa liberdade. É como se você tivesse em casa e ao mesmo tempo no cinema”. O Cine Drive-in não é um motel e Daniel não faz dele um local para levar as várias conquistas de noitadas, porém descobriu por trás do lazer de assistir um filme um espaço que proporciona mais liberdade e intimidade para aproveitar o momento com a namorada.
        Entretanto, engana-se quem pensa que o Cine Drive-in é um lugar “só para namorar”. Há aqueles que vão para aproveitar o ar livre e um bom filme, como é o caso da empresária Adelina Dias, de 40 anos, que frequenta o local desde criança. Na companhia dos pais e irmãos, via o local como alternativa para fugir das restrições de uma sala de cinema nos Shoppings. "A família era muito grande, somos seis irmãos, de idades variadas. Como controlar essa turma toda dentro de um cinema? Ele colocava todo mundo dentro do carro e íamos para lá", lembra a empresária que hoje leva a filha e o marido. O sentimento é grande ao falar do local: "Eu espero que ele realmente se mantenha, que não acabe, que as pessoas consigam manter aquele lugar. Eu tenho uma relação de muito carinho, porque ele traz lembranças muito boas. Hoje eu não tenho mais o meu pai, o Cine Drive-in é uma lembrança dele também". E completa: "O cinema é um local muito bacana, imagina você poder ver um filme a luz da lua?"  

O Último Cine Drive-In

Cineasta premiado fala sobre o Cine Drive-in em seu novo filme
 
Imagem reprodução: "O Último Cine Drive-in"
Iberê Carvalho, brasiliense, antropólogo, jornalista e cineasta. Diretor do filme “O Último Cine Drive-in”. Em entrevista, ele contou um pouco mais sobre seu trabalho com o longa metragem e o contato que obteve com o local.

Repórter: Por que o Cine Drive-in?
Iberê: Porque é o último cinema da América do Sul neste formato. Um belo espaço onde o espectador assiste aos filmes livremente.
Repórter: Assistir um filme livremente?
Iberê: Sim, eu posso ir com um amigo, estacionar o carro, ligar o rádio e ninguém vai me julgar.
Repórter: Quem são os frequentadores do Cine Drive-in?
Iberê: Os cinéfilos, amantes, taxistas, cadeirantes, enfim, qualquer um que deseja ver o filme.
Repórter: Mas qualquer um não pode ir a um cinema convencional também?
Iberê: Não. Os Shopping, onde há grande parte das salas de cinema, é por si só excludente. Gente mal vestida não entra, seja pela falta de coragem, seja porque é barrada pelos seguranças.
Repórter: O Cine Drive-in é democrático?
Iberê: E muito! A começar pelo preço do bilhete. Depois, o isolamento do carro inviabiliza a “encheção de saco”.
Repórter: Você guarda alguma memória afetiva do Cine Drive-in?
Iberê: Sim. Uma experiência vivida por toda a minha família durante a minha infância.
Repórter: E isso te motivou a fazer o filme?
Iberê: Não, mas contribuiu sem dúvida.
Repórter: O filme “O Último Cine Drive-in” tem algum recado claro para deixar?
Iberê: Não! Agora, não tenho como negar que todo filme é político, mas, conscientemente não houve a intenção de passar esta ou aquela mensagem.
Repórter: Qual o futuro do Cine Drive-in?
Iberê: Ao certo não sei, mas acredito que um baita projeto de restauração envolvendo grandes empresas poderia revitalizar o espaço e atrair mais gente.

Céu com Cinema                                              

Dois Universitários brasilienses promovem um festival ao ar livre.

Foto reprodução: Correio Braziliense
A estudante de Design da UnB, Maria Eduarda Neves Loes e Fabrício Timm, estudante de Cinema do Iesb se uniram para criar suas próprias sessões em espaço aberto. Céu com Cinema – Festival de Filmes ao Ar Livre foi criado para ser uma sessão democrática e acessível para todos. Todos mesmo! Quem estivesse passando e quisesse dar uma olhada podia, quem estivesse passeando com seu pet também. O cinema ao ar livre tinha custo sim, mas não estipulado por seus organizadores e sim pelo seu público.
Na noite do dia 15 de agosto, o gramado da SQN 207 foi invadido por cangas, cadeiras de praia e espreguiçadeiras que abrigavam olhares curiosos e cheios de expectativas a respeito do filme a ser exibido. O filme escolhido por meio de votação na Fanpage do evento foi “Pulp Fiction” de Quentin Tarantino, um clássico dos anos 90.
O evento que teve grande repercussão deixou um gostinho de quero mais e o ponto de interrogação sobre a próxima edição. Em declaração na página, os idealizadores disseram que por conta do clima imprevisível de Brasília fica difícil saber quando será a próxima exibição, mas expressaram o desejo de continuar levando o cinema para fora das salas.

Desafios Futuros

Indecisão e falta de incentivo do governo ainda são obstáculos à sobrevivência do cinema

         O maior desafio é sobreviver. Sem contar com o apoio do governo ou de qualquer outra entidade, o Cine Drive-in sobrevive graças à dedicação de ferro de sua proprietária e pelo amor e carinho que o público tem pelo local. Há pouco tempo o anúncio da reforma do Autódromo Internacional Nelson Piquet quase colocou em xeque o cinema. O grupo “Urbanistas por Brasília” lançou uma campanha em prol de sua preservação. Um abaixo-assinado com mais de 5 mil assinaturas foi entregue aos distritais para que analisem o Projeto de Lei nº 1.608/2013, que torna o local patrimônio cultural material do Distrito Federal.  
A princípio, o cinema fica, mas ainda não há garantias que ele continue a funcionar. “Estamos buscando novos horizontes, o Cine Drive-in não tem grande capacidade financeira, mas estamos procurando alianças com empresas que tenham condições de arcar com os custos para que o local possa ser revitalizado”, conclui Marta.
O fato é que o Cine Drive-in ainda é uma opção para muita gente, mesmo com o passar dos anos e a tecnologia ter dominado os filmes com efeitos especiais, isso sem falar do 3D. Com tantos avanços tecnológicos, o Cine Drive-in tem o seu charme e continua sendo um refúgio para aqueles que buscam alternativas as salas de cinema tradicionais.
Ao final da última sessão da noite as luzes se apagam, os faróis se acendem, o som do cinema é substituído pelo ronco dos motores dos carros que deixam o local em fila depois de mais uma noite de cinema ao ar livre.
E tudo termina em um carro.


Obrigado, leitores. E até a próxima ;)
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12 de novembro de 2014

Conheça 10 festivais criativos pelo mundo

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Quando falamos em utilização dos espaços públicos, uma das primeiras ideias que nos vem à mente são os festivais.
Neles exploramos a cultura local. Sejam festas tradicionais, modernas ou religiosas. Eventos como o Carnaval reúnem milhares de pessoas todos os anos.
O Site hypeness separou 10 festivais criativos ao redor do mundo que precisam ser conhecidos por todos que apreciam festas culturais. Confiram na matéria do site hypeness
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4 de novembro de 2014

17 Jardins ao redor do mundo imperdíveis

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Essa é para quem gosta de viajar: dezessete jardins imperdíveis ao redor do mundo a serem conhecidos e deslumbrados pelos amantes da natureza. Confiram na matéria abaixo:


17 JARDINS IMPERDÍVEIS AO REDOR DO MUNDO PARA CURTIR A PRIMAVERA

Ah, a Primavera, época em que o colorido das flores toma conta do mundo. A natureza por si só já nos emociona, mas os jardins, moldados para serem especialmente belos, impressionantes, magníficos, nos trazem um encantamento único, como se estivéssemos num parque de diversões sem que haja brinquedo algum para se divertir.
Em sua maioria muito antigos, os jardins botânicos são espaços dedicados não somente às flores e plantas, mas à preservação e estudo de diversas espécies que um dia podem não mais existir, então é bom aproveitarmos a sorte e a energia boa de se caminhar por eles. Cada cidade reúne seu arquivo botânico nos espaços mais incríveis e bem cuidados, beirando a perfeição. Parece que nada está fora do lugar entre as mais diversas espécies, estilos e formas.
Para admirá-los ainda mais, apresentamos uma lista com 17 jardins imperdíveis pra você curtir ao redor do mundo, respirar ar puro e absorver toda a beleza da natureza. Olha só:


1. Suan Nong Nooch, na Tailândia


Aberto desde 1980, o Nong Nooch é formado por muitos jardins belíssimos, possui a maior variedade de Palmeiras e Cicadáceas do mundo, e ainda presenteia os visitantes com uma grande seleção de orquídeas. Alguns shows interessantes também vão tirar seu fôlego.

2. Paseo del Rosedal, na Argentina


Dentro do Parque Três de Fevereiro, no charmoso bairro Palermo, está o El Rosedal, uma das áreas mais lindas da cidade. São 18 mil roseiras de espécies diferentes espalhadas por diversos caminhos, um lago onde você pode alugar barcos e fazer uma passeio pra lá de romântico, além de diversas esculturas em formato de bustos que homenageiam poetas e escritores, como William Shakespeare e Dante Alighieri.

3. Kew Gardens, em Londres



O impressionante jardim de 326 acres foi desenvolvido em 1759 pela princesa Augusta, mãe do rei George III. Dividido por temas, reúne mais de 50 mil espécies de plantas, a serem admiradas durante um dia todo de passeio. Um dos edifícios mais famosos lá dentro é a Pagoda, um refúgio ao estilo oriental.

4. Keukenhof Gardens, na Holanda



Keukenhof possui uma das mais belas primaveras do mundo. Em aproximadamente 32 hectares estão espalhadas impressionantes e coloridas 7 milhões de tulipas, flores típicas da região, narcisos e jacintos. O local possui ainda uma variedade de restaurantes e cafés, para você se deliciar ainda mais, e depois sugerimos que faça um tour de bike ou de barco pelo jardim.

5. Dubai Miracle Garden



Claro que Dubai não poderia deixar a extravagância de lado. O “jardim milagroso” reúne mais de 45 milhões de flores, espalhadas entre esculturas de estrela, corações e outros formatos. A quantidade monstruosa de flores é hidratada durante todo o ano com um sistema de irrigação que reaproveita água. Simplesmente surreal!

Veja esses e outros lugares imperdíveis no site Hypeness.


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14 de outubro de 2014

Ocupação dos espaços públicos virou problema em Manaus

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Bom dia, caros leitores.

Falamos muito aqui no blog sobre a utilização de espaços públicos pela população. Mostramos ideias inovadoras de gente disposta a fazer a diferença em sua comunidade.
Porém, nem tudo são flores, porque infelizmente ainda existem muitos exemplos negativos de ocupação desses espaços. 

Confiram na reportagem abaixo:


Cones "guardam" vagas que deveriam ser públicas
Confiram na reportagem abaixo:
As calçadas sendo ocupadas por ambulantes, veículos e materiais de construção viraram uma rotina, mas a situação é ainda pior quando o pedestre precisa disputar espaço também na rua. Basta meia hora circulando pelos bairros de Manaus para encontrar dezenas de irregularidades que chegam a ser absurdas.
Na avenida Autaz Mirim, Zona Leste, por exemplo, uma loja de restauro de sofás expõe os produtos na rua e os pedestres fazem verdadeiros zigue zagues para conseguir caminhar. De acordo com a aposentada Isis de Almeida, 68, a situação é ainda pior quando o proprietário ocupa a calçada e a rua com os sofás. “Eles se sentem os verdadeiros donos da rua e as pessoas que se virem para conseguir passar”, disse Isis.
Na rua Areial, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, uma banca de café da manhã colocou ferros na rua para fazer uma cobertura. Segundo o empresário Almir de Souza, 41, quando a banca é retirada no final da manhã os ferros continuam no local atrapalhando também os motoristas que passam por lá.
Os exemplos de irregularidades parecem não ter fim. Na rua Brigadeiro Hilário Gurjão, a famosa “Rua do Fuxico”, onde há diversas distribuidoras de alimentos, as vagas de estacionamento são disputadas a todo momento e para conseguir guardar um espaço para os caminhões descarregarem vale colocar cones, carrinhos de mercadoria e ficar em pé para que ninguém ocupe a vaga.
Outro local onde os moradores reclamam de ocupação irregular fica localizado na avenida Itaúba, também na Zona Leste, onde uma pessoa transformou um contêiner em lanche.
Contêner atrapalhando a passagem de veículos e pedestres
O contêiner colocado na rua há pelo menos quatro meses segundo os moradores tem sido motivo constante de reclamação, tanto de quem precisa caminhar pelo local quanto dos comerciantes do lado que não conseguem ser vistos.
De acordo com a empregada doméstica Terezinha Augusta de Lima o contêiner foi colocado no local e ninguém pediu para que fosse retirado. “Ele está aí e as pessoas já estão acostumadas a passarem pela rua e desviar do contêiner”, disse Terezinha.
Nessa mesma avenida os lanches nas calçadas se espalham sem que haja qualquer tipo de fiscalização dos órgãos responsáveis pelo ordenamento da cidade.
Punições previstas no plano

De acordo com o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), o Plano Diretor de Manaus prevê várias sanções para obstrução de logradouro público, de notificações a multas, até apreensão de material e outras medidas cabíveis. O valor da multa aplicada vai depender do tipo de irregularidade encontrada, pois as pessoas sabem que os passeios públicos devem ser livres para pedestres.
Ainda de acordo com o Implurb para denunciar, o melhor é ligar no DISK ORDEM, no 161, que funciona em horário comercial ou enviar email para disk.ordem@pmm.am.gov.br.
Em todas as zonas

Os exemplos de pessoas que se sentem donos da rua não são exclusividade das Zonas Leste e Norte. Na Manaus Moderna além dos problemas habituais enfrentados pelos frequentadores a rua é ocupada por mercadorias e pessoas que por conta própria decidem fazer desse espaço garagem particular.
O que acham disso, leitores?



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3 de outubro de 2014

Quando o muro é uma tela

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Quem foi que disse que pintura só pode ser feita em tela?

Pois é, uma turma de artistas do Morro do Querosene, em São Paulo, enxergou nos muros, postes e calçadas meios de expressão artística.

O bairro, antes cinza e sem cor, se tornou uma exposição de arte ao ar livre. Cores se espalharam pelos quatro cantos. O resultado disso: a comunidade ficou mais alegre.


Confira no vídeo abaixo essa experiência interessantíssima e dê mais cor a sua vida.

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2 de outubro de 2014

Pista de skate na Dinamarca que evita inundações e armazena água da chuva

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Essa vai para os amantes do skate e para aqueles que nunca andaram sobre a prancha de quatro rodas, mas que estão antenados nas inovações científicas voltadas às cidades.

Os dinamarqueses pensaram em uma pista funcional ou, melhor, multifuncional.

Quer saber como isso funciona? Confira no texto abaixo.


O parque Rabalder em Roskilde, na Dinamarca, parece um parque comum. Claro, sem considerar também que ele é enorme e possui várias atrações como balanços, trampolins, pista de caminhada, churrasqueiras, áreas de dança, equipamento de fitness, parkour, trilhas de ciclismo e também um enorme parque de skate feito de concreto.

Porém, além de grande, ele tem um sistema de coleta de água da chuva que evita inundações e pode armazenar até 23 mil metros cúbicos de água, que é o equivalente a 10 piscinas!
Desenhado pela empresa dinamarquesa Nordarch, o Rabalder Park combina sua função de drenagem com recreação. Todo o complexo, incluindo a grande pista de skate, está totalmente integrado ao sistema de canal de água existente que se estende através de uma série de colinas e traz a água da chuva para o lago adjacente.

O parque faz parte de uma área maior, chamada Musicon, que está atualmente em desenvolvimento. As fábricas de concreto e instalações de armazenamento de Roskilde serão substituídas por áreas residenciais, espaços para escritórios, escolas, estúdios de arte, um museu de Rock e um parque de skate indoor. O desenvolvimento também conterá uma grande instalação dedicada à coleta de águas pluviais das áreas adjacentes da cidade.

Uma ideia incrível, com potencial para ser replicada com sucesso e vantagens para as populações em outras regiões do mundo. Olha o resultado:


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Fotos do estúdio Nordarch
Fonte: Hypeness 

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1 de outubro de 2014

Parque da Cidade espera por melhorias

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Bom dia, caros leitores.

Apresentamos ao longo da semana soluções e ideias inovadoras, que transformaram os espaços abandonados e públicos em locais de arte e cultura.
Porém, o processo inverso deve ser denunciado pelo nosso blog, isto é, espaços de cultura e lazer que são abandonados pelo descaso do poder público.
Infelizmente, um de nossos maiores cartões postais; considerado o “pulmão” de Brasília, o Parque da Cidade Sarah Kubitschek, é um exemplo do significado desse problema.
Não é de hoje que esse lugar precisa de reparos, como mostra a reportagem do Jornal Metro de Brasília. Confiram:


Revitalização. Apenas três das oito obras de recuperação da área de lazer que foram anunciadas em julho de 2013 estão iniciadas.
                Anunciada em julho, do ano passado pelo GDF, a ambiciosa recuperação das áreas de lazer do Parque da Cidade caminha a passos lentos. Das oito intervenções prometidas (veja lista abaixo) apenas três começaram a ser feitas. As outras cinco não foram sequer licitadas.

Projeto Parado

Praça das Fontes completamente abandonado
                A praça das Fontes – espaço de 5,1 mil metros quadrados projetado por Burle Marx para ser o coração do Parque da Cidade, é uma das promessas que continuam estacionadas. Apensar de ter um projeto de revitalização pronto desde o governo de José Roberto Arruda, a recuperação continua na fase de promessa.
           As reformas do Ana Lídia e do Castelinho e também a construção de duas áreas para diversão infantil na área das churrasqueiras ainda não foram iniciadas, mas, pelo menos, o governo começou os trâmites para executá-las. De acordo com a Secretaria de obras, que assume a coordenação do pacote de melhorias para o parque, os projetos das áreas de lazer infantis estão prontos e, agora, os preços estão sendo cotados para que os editais sejam lançados.

Dificuldades burocráticas

                  A pasta atribui a dificuldades burocráticas o fato de as obras não terem sido iniciadas, mas garante que o programa de recuperação do Parque da Cidade está mantido.
               Quando a revitalização foi anunciada, o governo estimou que até julho de 2014 todas as obras estariam concluídas, o custo previsto dos investimentos era de R$ 25 milhões.
              Entre as melhorias propostas, três estão sendo executadas. A troca dos alambrados que isolam o parque da rua começou em maio ao custo de R$ 408 mil. O novo acesso ao parque na altura das quadras 912/913 tem conclusão prevista para os próximos 45 dias.

Pista de caminhada

                Já a nova pista de caminhada, que promete acabar com a disputa entre pedestres, ciclistas, skatistas e patinadores, foi iniciada na semana passada. A via de 11 km de extensão será exclusiva para pedestres e tem conclusão programada para daqui a seis meses. A intervenção custará R$ 7,7 milhões aos cofres públicos.

Pedestres e ciclistas dividem espaço

 As promessas

  1. Pista de caminhada: deve ser entregue em seis meses. Valor de R$ 7,7 milhões.
  2. Acesso na altura da 912/913 Sul: será entregue em 44 dias. Valor de R$ 777,3 mil
  3. Reforma do Alambrado: conclusão prevista para daqui a 44 dias. Valor de R$ 408 mil
  4. Praça das Fontes: ainda não há valor estimado
  5. Reforma do Ana Lídia: projeto está em fase de cotação de preços.
  6. Reforma do Castelinho: projeto em fase de cotação de preços
  7. Parque 1 na área das churrasqueiras: projeto em cotação de preços.
  8. Parque 2 na área das churrasqueiras: projeto em cotação de preços.


               O que acham disso leitores? Esperamos ansiosamente que o Governo do Distrito Federal cumpra sua promessa e nós entregue um parque digno de sua história, digno de seus cidadãos.



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29 de setembro de 2014

Locais em ruínas renascem como centros culturais em Havana

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Uma boa notícia para você: por todo o mundo há lugares abandonados que vêm sendo utilizados como espaços de lazer e cultura

Em Havana, Cuba, antigas fábricas estão se transformando em cantinhos culturais, onde as pessoas podem participar de peças teatrais, bibliotecas e jardins.

Se você quiser saber um pouquinho mais sobre essa metamorfose do bem – fábricas velhas que se transformaram em lugares de cultura – leia a reportagem abaixo:



Locais em ruínas renascem como centros culturais em Havana
Fábricas em ruínas e armazéns abandonados em diferentes pontos de Havana ressurgiram nos últimos meses como centros culturais graças a projetos e investimentos




Prédios no distrito de El Vedado, em Havana: iniciativa pode mudar a paisagem da cidade
Havana - Fábricas em ruínas e armazéns abandonados em diferentes pontos de Havana ressurgiram nos últimos meses como centros culturais graças a projetos e investimentos de artistas cubanos e do Estado, uma iniciativa que, no longo prazo, pode mudar a paisagem da cidade.

Dali saíram galerias, salas de teatro, bibliotecas e pequenos jardins, que reúnem um público de arte e boêmia, moradores, estudantes, turistas.

Em El Vedado, o que antes era uma fábrica de refrigeradores reabriu transformada em uma eclética sala de teatro com o espetáculo de "El Cervo Encantado", uma companhia que durante quase 20 anos se apresentou por igrejas, salas de aula e locais velhos e se caracterizou por levantar seu palco em "lixões".

"Isto era um desastre. Tudo estava destruído há um ano. Quando vi me pareceu impossível que pudesse ser feito algo, mas disse a mim mesmo: é preciso ter fé", disse à Agência Efe Nelda Castillo, líder do grupo, cuja nova sede foi subvencionada pelo Ministério de Cultura.

A poucos metros dali, no imóvel de uma antiga indústria de azeite, foi inaugurada em fevereiro a sede do ambicioso projeto Fábrica de Arte Cubana (FAC), com espaço interativo para música, audiovisual, moda, fotografia, artes plásticas e cênicas.

Liderada pelo músico e diretor X Alfonso, a FAC se tornou em poucos dias em lugar da moda e referência por ser um "projeto cultural autofinanciado", mesmo tendo contado com o apoio das autoridades.

Outra experiência liderada por um artista surgiu em janeiro na zona oeste da cidade, onde o artista plástico Kcho aproveitou o espaço de uma oficina de conserto de ônibus em desuso para criar seu "Kcho Estúdio Romerillo Laboratório para a Arte", um complexo de galerias, biblioteca e teatro, sem fins lucrativos e com forte vocação comunitária.

Kcho, nome artístico do pintor e escultor Alexis Leyva Machado, explicou à Efe que Romerillo é uma comunidade em que investiu os lucros gerados por sua própria obra com o objetivo de levantar "um espaço para o diálogo, a cultura, o conhecimento e a paz", que já foi visitado por milhares de pessoas.

O trabalho de restauração se estendeu a parques, ruas e luminárias da zona, mas o "Kcho Estúdio" é o eixo deste projeto cultural, tanto que a inauguração contou com a presença até do ex-presidente Fidel Castro.



Fonte: Exame.com
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26 de setembro de 2014

Artista une lixo à street art nas ruas de Lisboa e o resultado é fascinante

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Ninguém gosta de ver lixo espalhado pela cidade, certo?

Como a gente, um português muito criativo, inconformado com a sujeira local, fez do lixo sua matéria-prima à criação artística.

Quer entender como funciona esse belo trabalho? Dê uma olhadinha na reportagem abaixo.


A arte de rua é uma incrível forma de expressão das vidas urbanas. Com spray e muita criatividade, tornam-se explícitas nas paredes as críticas, as vontades e os poemas. Mas não é só na tinta que se exprime a arte. Nas ruas de Lisboa, o artista Bordalo II tem usado o lixo para criar instalações extraordinárias.

Ao unir peças que encontra no lixo, Bordalo II cria em cima do próprio contexto da rua, dando vida ao asfalto, às poças e às manilhas de esgoto. Assim, peças de metal se transformam em joaninhas, jacarés e nos mais diversos tipos de animais.

A arte de Bordalo II é simplesmente fascinante! Confira:











Todas as fotos © Bordalo II
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24 de setembro de 2014

Praça também é teatro!

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Quem disse que praça só é lugar de namorar, jogar dominó e fofocar?

Pois é, em Caruaru, Pernambuco, espetáculos de teatro têm ocorrido no meio da rua e com a participação das pessoas.

É a arte para além de quatro paredes. Se você quiser entender um pouquinho desse projeto, assista o vídeo abaixo. É super legal!

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23 de setembro de 2014

Nova cara aos Parklets

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Bom dia, caros leitores
Vocês conhecem o termo Parklets? Não? Vamos explicar.

Parklets são extensões temporárias de calçada que promovem o uso do espaço público de forma democrática, permitindo à comunidade construir seu próprio lugar de convívio.
Isso possibilita, também, o resgate de narrativas locais, melhorando a paisagem urbana, o que transforma espaços em lugares melhores para se viver e conviver.

O projeto existe em várias cidades do mundo, mas, recentemente, a cidade de Montreal, no Canadá, resolveu dar um visual novo ao sistema.

Confiram na reportagem:


Por Anna Dietzsch, do Arquitetura da Convivência
A cidade de Montreal, no Canadá, deu uma nova cara ao sistema de “parklets”, já difundido nos EUA e também já instaurado por aqui pela prefeitura de São Paulo. Usando contêineres de carga, os canadenses criaram criar espaços de convivência no lugar de três vagas de carro. Com muitas cores e diferentes arranjos espaciais, a ideia é criar espaços de estar e convívio temporários, que possam ser usados durante os meses quentes e retirados durante o frio inverno canadense.
O “parklet”, além de fazer melhor uso do espaço público da cidade, ajuda a incrementar os espaços de lazer em bairros carentes de praças e parques, incentivando as caminhadas e uma maior interação das pessoas que ali vivem ou transitam. Isso, por sua vez, ajuda o comercio e os bares e restaurantes, atraindo mais público com a criação de maneiras mais cômodas e divertidas de estar na rua.

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19 de setembro de 2014

Skate Park do Guará fica pronto em setembro

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Se você é um amante do skatismo, vai ficar muito feliz com esta notícia. O Skate Park, um oásis dos skatistas no Guará, que estava abandonado há muito tempo, acaba de ser reformado.
Agora a fase do deserto passou, os praticantes e apreciadores deste esporte vão poder curti-lo todo santo dia.
Psiu, não se esqueça: se você gosta de estar antenado com as boas novidades nas áreas de cultura e esporte, aqui é o seu lugar.
Da Redação, com informações da Administração Regional do Guara


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18 de setembro de 2014

ANTIGO PRÉDIO DA FUNDAÇÃO DE HUMOR SE TRANSFORMARÁ EM ESPAÇO CULTURAL

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Opa, turma, veja que boa notícia. Um prédio antigo da Fundação de Humor do Piauí será revitalizado e transformado em um novo espaço cultural, onde gente de todas as tribos poderá desfrutá-lo.
Nós torcemos para que este bom exemplo se alastre pelo Brasil afora e, como consequência, outros tantos bons projetos de espaços culturais sejam pensados e executados.
Já estão curiosos para saber um pouco mais sobre outras iniciativas nesta área, né? Então fiquem atentos, acompanhem nosso blog, porque já, já, a gente traz mais histórias imperdíveis.


Confira a reportagem completa na edição de quarta-feira (10) do jornal MEIO NORTE

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