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Iniciativas que reaproveitam espaços nas cidades

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25 de outubro de 2014

Em Belo Horizonte, espaços culturais na Praça da Liberdade são opções de lazer

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Existe uma máxima de que para compreender o presente e melhorar o futuro é preciso entender o passado. Nesse sentido, Belo Horizonte, Minas Gerais, dá aos apreciadores de história a chance de fazer viagens maravilhosas ao passado por meio dos 11 museus existentes na cidade.


Além de cultural, esse passeio  é divertidíssimo. Então, não perca. Saiba mais na matéria abaixo.


Em Belo Horizonte, espaços culturais na Praça da Liberdade são opções de lazer

Circuito cultural concentra onze museus em um dos pontos turísticos mais famosos da cidade







Objetivo é explorar a diversidade cultural em uma importante área da capital mineira Foto: Lúcia Sebe / Árvore de Comunicação


O Circuito Cultural Praça da Liberdade, localizado na região centro-sul de Belo Horizonte é, atualmente, o maior complexo cultural do país. Ao todo, são onze espaços e museus em funcionamento: Arquivo Público Mineiro, Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Centro Cultural Banco do Brasil, Centro de Arte Popular - Cemig, Centro de Formação Artística - Cefar Liberdade, Espaço do Conhecimento UFMG, Horizonte Sebrae - Casa da Economia Criativa, Memorial Minas Gerais Vale, Museu das Minas e do Metal, Museu Mineiro e Palácio da Liberdade.
Além destes, outros cinco já estão em processo de implantação: a Casa Fiat de Cultura, o Centro de Ensaios Abertos, a Escola de Design da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), Museu Automóvel, bem como um centro de referência da música. A proposta, segundo a gerente executiva do Circuito, Cristiana Kumaira, é fortalecer o complexo no contexto cultural mundial.

— Estamos cuidando para que as atividades, serviços e atendimento superem as necessidades e expectativas não só da população local, mas também de turistas que vêm a Belo Horizonte de várias partes do mundo. Só em 2013 recebemos mais de 800 mil visitantes, o que comprova o interesse do público. O Circuito é o lugar ideal para quem quer conhecer Minas Gerais em seus diversos aspectos de uma forma lúdica e interativa— explica.
Inaugurado em 2010, o Circuito foi criado com o objetivo de explorar a diversidade cultural - com opções interativas e abertas ao público - em uma área de enorme valor simbólico, histórico e arquitetônico da capital mineira. Adaptados, os antigos prédios das secretarias abriram suas portas e passaram a abrigar museus e espaços culturais.

Acesso na palma da mão
O Circuito também está disponível para visita online. Além do tour virtual e da programação atualizada disponíveis no portal www.circuitoculturalliberdade.com.br , um aplicativo viabiliza o acesso totalmente gratuito em tablets e smartphones. Oferecido em quatro idiomas - português, inglês, espanhol e francês -, o dispositivo pode ser baixado gratuitamente nas lojas digitais App Store e Google Play em aparelhos com plataforma iOS, Android ou Windows Mobile.

Conheça os museus e espaços que integram o circuito:
Centro de Informação ao Visitante - Atualmente instalado no Prédio Verde, antiga sede da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, o Centro conta com atendentes bilíngues em inglês, espanhol, francês e Italiano. No local, o turista pode obter informações sobre as principais atrações de cada espaço, bem como orientações sobre outros pontos turísticos da capital mineira. Aberto todos os dias, das 9h às 19h. Às quintas-feiras, das 9h às 21h.
Arquivo Público Mineiro - Criado em Ouro Preto, em 1895, o Arquivo Público Mineiro (APM) é a instituição cultural mais antiga do estado. São milhares de documentos que remontam aos períodos colonial, imperial e parte do republicano. O acervo compreende, ainda, manuscritos, impressos, mapas, plantas, fotografias, gravuras, filmes, livros, folhetos e periódicos. Aberto de segundas a sextas, das 9h às 17h.

Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa - Projetada por Oscar Niemeyer em 1954, a Biblioteca abriga cerca de 260 mil títulos entre livros, jornais e revistas atuais e históricas, além de uma Seção Braille. O espaço reúne obras representativas da produção intelectual de escritores brasileiros, coleção de autores mineiros de todas as épocas, bem como raridades. Também se destacam o amplo acervo digitalizado, as salas de estudo e de pesquisa via internet, o teatro e a galeria de arte próprias. Aberta de segundas a sextas, das 8h às 18h, e aos sábados das 8h às 12h.
Centro Cultural Banco do Brasil - O prédio da antiga Secretaria de Estado de Defesa Social - projetado pelo arquiteto e fundador da Escola de Arquitetura da Universidade de Minas Gerais, Luiz Signorelli - abriga o espaço. Inaugurado em agosto de 2013, é a 4ª unidade no país, que abriga outros CCBBs em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. As instalações em BH contemplam 1.200 metros quadrados de área para exposição, teatro com 270 lugares, espaços para atividade audiovisual, música, dança, teatro e conferências, oficinas ou palestras. Aberto todos os dias, exceto terças-feiras, das 9h às 21h.

Centro de Arte Popular (Cemig) - O Centro foi inaugurado em 2012 e funciona no prédio do antigo Hospital São Tarcísio. O espaço privilegia a riqueza e a diversidade das manifestações culturais populares, valorizando o trabalho dos artistas que traduzem no barro, na madeira e em outros materiais, o universo em que vivem. Lá, o público tem acesso a obras de várias regiões do Estado como o Vale do Jequitinhonha, Cachoeira do Brumado, Divinópolis, Prados, Ouro Preto, Sabará e outras. Aberto terças, quartas e sextas-feiras, das 10h às 19h. Quinta-feira, das 12h às 21h e, aos sábados e domingos, das 12h às 19h.



Espaço do Conhecimento UFMG - Dedicado à divulgação científica de Minas Gerais, ocupa o antigo prédio da Reitoria da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). O prédio - reprojetado pela arquiteta Jô Vasconcellos - tem cinco andares e abriga um planetário, um observatório astronômico e um conjunto de exposições temáticas interativas que abordam assuntos como o universo, a vida na Terra, o meio ambiente e os processos humanos de simbolização e trocas sociais, tudo com muita tecnologia. Aberto de terças a domingo, das 10h às 17h. Quinta-feira, das 10h às 21h.

Horizonte Sebrae Casa da Economia Criativa - Tem como objetivo ser um referencial de excelência na disseminação de informações sobre as relações entre criatividade, cultura, inovação, tecnologia e mercado. Teve seu espaço pensado para o atendimento às pessoas envolvidas em ações da economia criativa, para capacitações direcionadas ao aumento da competitividade dos empreendedores criativos e para acesso às informações obtidas, entre outros aspectos. Aberta de segundas a sextas-feiras, das 9h às 18h.

Memorial Minas Gerais Vale - Inaugurado em 2010 e instalado no antigo prédio da Secretaria de Estado da Fazenda, o local enfoca a história geral do Estado, reunindo sua riqueza cultural desde o século XVIII até o cenário contemporâneo, incluindo uma perspectiva futurista. São a história, a literatura, a moda e o patrimônio sob um recorte que apresenta o novo a partir da constituição da memória mineira. Aberto terças, quartas, sextas e sábados: das 10h às 17h30. Quintas, das 10h às 21h30 e domingos, das 10h às 15h30.


Museu das Minas e do Metal - A relação da história do Estado de Minas Gerais com a riqueza de suas minas e da metalurgia é intrínseca e marcante desde as origens da região. Por esse motivo, mais do que um acervo, o Museu se propõe a retratar o legado do processo de desenvolvimento econômico, social e cultural do Estado. O espaço também desvenda o papel do metal na vida humana ilustrando sua diversidade, características, processos produtivos e sua inserção no imaginário coletivo. Aberto de terça a domingo, das 12h às 18h e às quintas-feiras, das 12h às 22h.


Museu Mineiro - Características ecléticas recuperam as linhas básicas da arquitetura greco-romana e renascentista e apresentam ornamentos de nítida aparência afrancesada. Atualmente o espaço reúne 36 coleções vindas de diversas instituições e de particulares. Aberto terças, quartas e sextas-feiras, das 10h às 19h. Quinta-feira, das 12h às 21h e, aos sábados e domingos, das 12h às 19h. 


Palácio da Liberdade - Aqui é possível conhecer a história de Minas contada a partir da sua vida política, com foco em 16 ex-governadores. Prédio central do conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade, o Palácio foi projetado por José de Magalhães e construído em estilo eclético com influência neoclássica. Inaugurado em 1897, o edifício serviu de moradia a vários governadores. Aberto sábados, domingos e feriados, das 10h às 15h.
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7 de outubro de 2014

Dois exemplos da importância dos espaços públicos no DF

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Bom dia, leitores.

Na correria do cotidiano, raramente os brasilienses encontram tempo para apreciar a beleza de sua cidade.

Um olhar contemplativo e atento pode transformar a nossa cidade em uma galeria viva de arte. Melhor ainda é quando a gente dá um jeitinho para visitar lugares simples e lindos.

Hoje vamos trazer dois exemplos desses lugares, que com a iniciativa de seus próprios frequentadores, conservam suas histórias e belezas, proporcionando aos visitantes momentos de lazer e tranquilidade.



Confiram na matéria do Correio Braziliense:


No processo de ocupação de espaços públicos no Distrito Federal para lazer da população, as praças tomam parte importante. Sejam elas para grandes eventos, como a dos Três Poderes, ou aquelas pequenas, localizadas em um bairro, e que servem para pequenas comunidades. São essas que podem surpreender como palco de histórias e características únicas. Assim é com a Praça da República. Em verdade, o espaço não tem nome oficial, mas está lá, logo na entrada do Cruzeiro Velho, próximo ao Centro Cultural Rubem Valentim. Para quem frequenta, um refresco ante a selva de pedra que aquela região se transformou. O parquinho, os bancos, as árvores e até um palco para pequenas apresentações estão presentes. Há ainda, ao redor da praça, uma biblioteca, uma igreja e uma creche.

Reprodução: Correio Braziliense

Modelo

O pequeno parque que enfeita a área residencial da 308 Sul, obra do arquiteto e urbanista Burle Marx, cresce aos olhos com o espelho d'água que faz parte dele. A relevância é tanta que, quando algum morador diz que vai passear na praça embaixo do bloco, refere-se a ela como o “laguinho” e não “a pracinha”. Por essas e outras, nunca ninguém se preocupou em dar outro nome ao espaço, que permanece batizado pela alcunha popular recebida nos anos de 1960.
É em volta deste laguinho que os moradores mais velhos da região tomam sol de manhã, que a garotada se reúne para conversar e que alguns turistas bem informados posam para fotos. O motivo de tanta procura é simples: não existe outro cenário assim na cidade. Para o prefeito da quadra, Edmilson Magalhães Filho, o Edinho, tudo se deve ao com estado de conservação do espelho d'água, que consome R$ 15 de cada apartamento da 308. “Cada síndico é o responsável pela arrecadação do bloco”, afirma. Mas tem gente que atua como voluntário. É o caso do aposentado Carlos Alberto Macedo, 81. Ele toma para si, diariamente, a responsabilidade de cuidar das carpas. “Fazendo isto, não é necessário contratar alguém para realizar o serviço”, explica. E ainda é uma forma útil de passar o tempo. “Sou aposentado e gosto de ter esse compromisso.”


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